A História dos Leões de Tsavo.

Março, 1898, inicia-se a construção da ferrovia sobre o rio Tsavo, no Quenia. Obra empreitada por Ingleses. Estima-se que foram utilizados 3.000 homens na construção da ponte, entre africanos e Indianos.

Coronel John Henry Patterson, foi o engenheiro. (1867 – 1947). Nascido na Irlanda aos 17 anos entrou para o exército Britânico, lutando a Guerra de Boers e na 1ª Guerra Mundial. Deixou o exército em 1920. Após 35 anos de serviço. Passou seus últimos anos na Califórnia aonde morreu com sua esposa

Os ataques de Sombra e Escuridão iniciaram-se logo após a chegada de Patterson perduraram 9 meses. Todo tipo de improvisação foi tentada, desde fogueira, barreira de espinhos (bomas) até um toque de recolher rigoroso que iniciava-se no cair da noite. Porem os ataques não pararam o que fez com que as obras da ferrovia fossem interrompidas. Coincidentemente os ataques começaram após a chegada do Coronel, assim os locais lhe atribuíram má sorte.

O número de mortes são um mistério.  Alguns dizem que o número chegaria a 140 mortos, no entanto outros registros atribuem aos leões apenas 30 mortes.

Inúmeras são as teorias propostas para o comportamento dos leões. Uma delas seria a baixa população de animais da cadeia alimentar dos leões. Outra seria que devido à falta de técnica para enterro os corpos atraiam os felinos, o que fez acostumarem com sangue humano. Contudo o principal motivo apontado por estudiosos seriam devido a uma anomalia na mandíbula dos felinos o que prejudicava seu comportamento de caça para animais de grande porte.

Patterson tinha prazo pra entrega da ponte para a ferrovia e como relógio corria contra, ele como caçador experiente decidiu por caçar as feras. Em 09 de Dezembro de 1898 Patterson mata o primeiro felino e 20 dias depois o segundo. Ambos leões eram machos e não possuíam juba (como outros leões em Tsavo). E o que mais chamou a atenção nestes felinos foram seu tamanho. Cada um media mais de 3 mts de comprimento.

1º Morte: Após atacar um burro no acampamento o Coronel descobriu aonde o mesmo estava, juntou alguns operários e saíram em busca da fera. Quando localizaram Patterson deu a volta e os operários avançaram na intenção de encurralar o leão fazendo assim que fugisse para o lado aonde estava Patterson, assim o Coronel cuidadosamente mirou em direção ao Leão e efetuou o disparo que falhou. Por sorte como o Leão só pensava em fugir não atacou Patterson.

Como o burro estava quase inteiro Patterson achando que o leão voltaria para come-lo, mandou construir um “machan” com 4mts de altura. Após horas sentado à espreita ouve-se o leão aproximar mas o mesmo ignorou a carcaça do burro e ficou por algumas horas circulando ao redor do “machan”. Após distinguir a forma do leão na escuridão o Coronel começa a disparar e o leão rugindo ferozmente começa a saltar em todas as direções, após alguns minutos os ruídos cessam porem Patterson desce do “machan” somente ao amanhecer e contata o leão morto com 2 tiros.

 Por sorte este era o maior dos leões e as mortes de humanos cessam após este ser abatido.

 
FMNH 23970.

2ª Morte:  Após a morte da primeira fera, alguns dias de paz foram saboreados porem a segunda fera volta a aparecer. Na noite do dia 28 Samuel (ajudante) e Patterson passaram a noite em uma arvore aonde foram atacados pelo Leão. Patterson relata que ficou observado o leão escalar a arvore e a menos de 20mts disparou seu rifle .303 acertando diretamente no peito sem derrubar o leão, fazendo assim ele fugir e ainda levar um segundo tiro.

Ao amanhecer O Coronel, Samuel e um rastreador (humano) partiram em busca do leão e menos de 500mts depois foram atacados pelo mesmo, após o segundo tiro disparado e acertado o leão caiu, mas rapidamente levantou-se e seguiu avançando. Samuel nesta altura já havia fugido e se escondido em cima de uma árvore. Nesta altura Patterson também fugiu e subiu em uma árvore. De cima da árvore Patterson disparou e o leão caiu. Rapidamente ele desceu mas ao chegar perto a fera se levanta e vai em sua diração, mais dois tiros são dados acertando seu peito e cabeça. Caindo enfim a segunda e última fera. Acabava-se ali a lenda de Sobra e Escuridão.

 
FMNH 23969

Em 1924 Patterson vendeu ao “Field Museum” de Chicago as peles e os crânios dos leões por 5 mil dólares. É lá que permanecem ainda hoje.

 

Curiosidades do Filme:

Quando Patterson é contratado para construção da ponte, ele tem um prazo de 5 meses para a construção do mesmo. Sua esposa gravida irá ganhar nenem em 6 meses e ele promete voltar para ver o filho nascer.

Os leões, treinados, utilizados no filme de 1996 (A Sombra e a Escuridão), Bongo e César tiveram sua juba preservada para o filme pois a produção do mesmo achou que o público não aceitaria bem a ideia de Leões sem juba.

Somente uma cena do filme utilizou leão animatronico.

                De acordo com o livro de Patterson “The Man-Eaters of Tsavo and Others African Adventures”, publicado em outubro de 1907 o caçador profissional interpretado por Michael Douglas (chupador de pussys) NUNCA existiu.

                Vagão armadilha realmente foi tentado.  Como Patterson suspeitou, o mesmo não deu certo.

                Ataque ao hospital é verdadeiro.Obviamente sem a pessoa interpretada por Michael Douglas.

                A cena da coruja batendo na cabeça do Coronel quando o mesmo esta em cima do “machan” realmente aconteceu, o que não aconteceu foi ele cair de cima do “machan”.

                Existe um outro filme baseado na obra de Patterson, de 1952. Bwana Devils

Espero que tenham gostado da matéria… um abraço!!!

HTML Snippets Powered By : XYZScripts.com